quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Dúvidas da cabeça, soluções do coração...


“É impossível.” disse o orgulho. “É arriscado.” disse a experiência. “É inútil.” disse a razão. “Dê uma chance.” sussurrou o coração. ''
Essa é a frase que acompanha, normalmente, as minhas decisões quando o assunto é relacionamento.
Vamos começar pelo Senhor Orgulho. Lá vem ele cheio de marra, diz não sem problema algum, se afasta e afasta também as pessoas que fazem mal a ele e segue a vida de cabeça erguida. E é bem esse o conselho que ele me da “se de valor, se de ao respeito... afasta todos aqueles que ti abalam.” E eu automaticamente digo: sim, é isso aí... afastar essas pessoas “ruins”, mas daí vem o Coração e chuta o orgulho lá pra Finlândia  dizendo “se você afastar quem ti abala, nunca vai saber se é forte o suficiente.” E com isso começo a amolecer por dentro.
Depois vem a Dona Experiência, ela sempre me diz “não deu certo antes, não vai dar certo agora” e 99,99% das vezes eu escuto e concordo com ela. O passado é aprendizado e lembranças, nada mais do que isso. Adivinha quem aparece do nada, sim, ele... o Coração... de alguma maneira ele convence a Dona Experiência de que desta vez pode ser diferente. A situação mudou, as pessoas amadureceram e quem sabe dessa vez pode dar certo. E assim a experiência se sente uma criancinha de cinco anos de idade que não sabe muito sobre a vida ainda e concorda com ele.
Mas daí vem a Srta. Razão... essa sim sabe das coisas! Sempre direta, objetiva, sem mimimi. Ela diz: as pessoas não mudam, não seja burra, você só irá quebrar a cara novamente. Eu digo: é isso aí, você está completamente certa, MAAASSSS... eis que surge ele, novamente, o Coração, com aquele jeitinho de quem não quer nada e diz “mudam sim, você amadureceu tanto nesses últimos tempos, mudou tanto para melhor, por que o mesmo não pode ter acontecido com os outros?”. A Srta. Razão para, pensa e diz... é, pode ser.
E no final o Coração, sempre quente e acolhedor, me olha diretamente na alma e diz: dê mais uma chance, não para os outros, mas para você mesma. E eu o escuto sem nem indagar.

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